No Brasil
Passado algum tempo, a inquietação artística de Lorenz
(pai), então com 40 anos de idade, faz-lhe rebelar-se
contra o processo de “criação”, por ele taxado de burocático
- linha de série - e sem originalidade. Vendo-se tolhido para
inovação e pesquisa temática, demite-se da Casa Genta,
sendo que o único trabalho original do qual participou neste
período, foram os vitrais para 30 janelas na Igreja do
Rosário, junto ao arquiteto Benedito Calixto.

                                Em hora imprópria a família chega
                                da Alemanha. Vivendo em situação
                                de quase penúria, surge-lhe no
                                entanto, uma ótima oportunidade
                                ao ser escolhido para pintar o painel de

                                teto “A Batalha de Lepanto” medindo 15,00m x 35,00m, na
                                mesma Igreja do Rosário no centro de Porto Alegre. Broni,

química farmacêutica, procurava emprego, e assim, sobreviveram estes primeiros difíceis anos, com o sonho, lá na frente, da arte do vitral.

A valiosa amizade com o padre jesuíta Henrique Pauquet, proporcionou a Lorenz

(pai) estabecer contatos com os franciscanos, que aceitaram suas
idéias e o levaram para Blumenau -SC, onde o aguardava

um projeto grandioso: 800m2
de vitrais para a catedral. Os
Franciscanos com sua influência,
conseguiram importar os vidros
coloridos que não havia no
Brasil e todo o material
necessário para o trabalho.

A mão-de-obra veio da própria região, com aprendizes treinados por Heilmair,
que lhes ensinou tudo o que sabia. Montando seu ateliê dentro do canteiro de
obras, deu início ao trabalho. Ao terminar, muito vidro havia sobrado.
Fez então um acordo com os franciscanos, aceitando toda a sobra
como parte do pagamento. Voltou para Porto Alegre determinado
a abrir seu próprio estúdio e levando além do vidro, quatro de
seus melhores auxiliares. Em 1957 abre o estúdio Arte Sul
                                e sai em busca de clientes, com sua
                                pasta debaixo do braço, cruzando os estados
                                do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
                             De ônibus, por estradas de terra, viajava atento e descia
                             sempre que avistasse uma igreja ou uma bela casa sendo
                             levantada, passando bom tempo apresentando seu trabalho a

padres, bispos e pessoas interessadas, até conseguir se afirmar na luta contra os
grandes do ramo. Teve assim seus vitrais espalhados por todo o sul do Brasil; de

Jaguarão a Mandaguarí, de Sombrio a Curitiba.

 

 

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